Você só era uma cabeçuda gostosa com a boca grande. Boca grande tanto literalmente, quanto pela total ausência de desconforto pra cessar incômodos. Na primeira vez, te achei pedante com seus conceitos freudianos misturados com a filosofia que, depois, soube que se interessou por influência paterna. Mas na época, vi que analisava as conversas de todo mundo na mesa com esses olhos lindos cor de cumaru e seu deboche que no início, confundi com muxoxo. A gente não conversou muito de primeira por conta desses detalhes preliminares. Depois, soube que me achou observador, bem humorado e que apesar de não fazer seu tipo, tinha elogiado meu cheiro pra pessoa que me contou, e que revelarei no leito de morte. Prometi não contar, e você, com essa bocarra, falou pra um monte de mulher no banheiro e nem imagina quem tenha dito. Isso deve ser foda pra sua mania de controlar cada aspecto de sua vida, mas pra mim não deixa de ser engraçado. Engraçado também que no meio de toda a conversa generalizada, ...