às vezes me flagro pensando nas tardes idílicas no seu sofá, o vento forte balançando o mensageiro do vento, seus cuidados com as plantas, mãos na terra, vasinho de água borrifando as cochonilhas com alguma receita caseira. eu até lembro, inclusive, como o sol da tarde entrava pela janela insistindo em te deixar mais bonita, e até devia ter uma ou duas fotos dessa cena. encantado com o jeito que conversava, meio baixinho com as plantinhas, confessando que tava tentando seu melhor. lembro, vez ou outra, depois de te comer, quando me olhava suada e perguntava se eu fazia amor ou se só tava te fodendo, e eu ria, dizia que sim, que era com amor, mas era só putaria e pra você também era. um dia específico: são joão da escola de meu filho, peguei estrada depois das 20hs, chuva de não ver um palmo na frente, cheguei tardão, depois das 23:00hs, te peguei meio dormindo, você tinha cortado uns queijinhos e tava dentro das minhas expectativas. acho que a gente dançou mãeana e algum forró, naquele...